Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva não quero te ver molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com meu corpo inteiro.
E verás como a minha pele de algodão macio,agora quente,será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois plantarei para ti margaridas na primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharei de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia. Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia).
24 junho, 2010
23 junho, 2010
Te olho nos olhos
Que te olho muito profundamente.
Desculpa
Tudo que vivi foi profundamente
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando
Os espaços entre os abraços
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se houvesse a possibilidade...
De me inventar denovo.
Desculpa...se te olho profundamente
Rente a pele...
A ponto de ver seus ancestrais
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhum pedaço, nenhuma parte do meu ser
Vibrante, errante, sujo, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente!
(Ana Carolina)
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