Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva não quero te ver molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com meu corpo inteiro.
E verás como a minha pele de algodão macio,agora quente,será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois plantarei para ti margaridas na primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharei de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia. Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia).
"A Gente Quer Comida, Diversão e Arte"
"No Teatro nos permitimos ser quem quisermos ser..."
24 junho, 2010
23 junho, 2010
Te olho nos olhos
Que te olho muito profundamente.
Desculpa
Tudo que vivi foi profundamente
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando
Os espaços entre os abraços
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se houvesse a possibilidade...
De me inventar denovo.
Desculpa...se te olho profundamente
Rente a pele...
A ponto de ver seus ancestrais
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhum pedaço, nenhuma parte do meu ser
Vibrante, errante, sujo, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente!
(Ana Carolina)
13 maio, 2010
Máscaras
No teatro grego, a máscara servia para dar aos atores a sua personagem, a sua persona (= máscara). As máscaras eram tipificadas, correspondendo a um tipo de personagem pré-determinado, tendo também expressões faciais imutáveis que indicavam o destino último da personagem. Escondendo o rosto, os actores representavam usando apenas o tom de voz e o gesto. Ao longo do desenvolvimento do teatro, as máscaras foram sendo abandonadas, embora haja casos de reaparição, como na Commedia dell’Arte italiana. As máscaras cómica e trágica do teatro grego ainda hoje representam, em conjunto, o teatro: afinal, os atores, ao assumirem uma personagem, estão ainda a colocar uma máscara sobre si mesmos. De certa forma, a maquiagem e o guarda-roupa mantém a ideia de máscara, ou seja, de substituição da pessoa do ator por uma "persona" durante o tempo que dura a representação. 11 maio, 2010
Mágramática
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase
Nem a vírgula e ponto final
Afinal, a má gramática da vida
Nos põe entre pausas
Entre vírgulas
E estar entre vírgulas
Pode ser aposto
E eu aposto o oposto
Que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito, sua oração
Sua pressa e sua prece
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para a nossa oração
Separados ou adjuntos
Nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todas as capas de edição especial
Mas, porém, contudo,entretanto,todavia,não obstante
Sejamos também a contracapa
Porque ser a capa e ser contracapa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar-se a si mesmo
É muitas vezes encontrar-se com Deus
Com o teu Deus
Sem horas e Sem dores
Que nesse momento em que cada um se encontra agora
Um possa se encontrar no outro
E o outro no um
Até por que
Tem horas que a gente se pergunta...
Porque é que não se junta tudo numa coisa só?
O Teatro Mágico
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase, nem a crase
Nem a vírgula e ponto final
Afinal, a má gramática da vida
Nos põe entre pausas
Entre vírgulas
E estar entre vírgulas
Pode ser aposto
E eu aposto o oposto
Que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples
Um sujeito, sua oração
Sua pressa e sua prece
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para a nossa oração
Separados ou adjuntos
Nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todas as capas de edição especial
Mas, porém, contudo,entretanto,todavia,não obstante
Sejamos também a contracapa
Porque ser a capa e ser contracapa
É a beleza da contradição
É negar a si mesmo
E negar-se a si mesmo
É muitas vezes encontrar-se com Deus
Com o teu Deus
Sem horas e Sem dores
Que nesse momento em que cada um se encontra agora
Um possa se encontrar no outro
E o outro no um
Até por que
Tem horas que a gente se pergunta...
Porque é que não se junta tudo numa coisa só?
O Teatro Mágico
07 maio, 2010
05 maio, 2010
A Experiência Criativa
"Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. As pessoas que desejarem são capazes de improvisar e ter valor no palco.
Aprendemos através da experiência, e ninguem ensina nada a ninguém. Isto é valido tanto para a criança que se movimenta inicialmente chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista com suas equações.
Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o q ele tem para ensinar. "Talento" ou "falta de talento" tem muito pouco a vercom isso."
04 maio, 2010
TEATRO = espaço-ator-autor-espectador
Para que exista teatro é necessário um ator e um espectador. Ampliando esse conceito, podemos acrescentar também um espaço e um autor.
O espaço, não necessariamente o palco tradicional, pode ser uma rua, o bar, a sala de aula, o pátio do colégio, a igreja, ou até a carroceria de um caminhão. E o autor é quem, a partir de uma idéia, um pensamento, escreve o texto ou o roteiro para o elenco entrar em ação no espaço escolhido.
Somar a tudo isso a reflexão a discussão a respeito do homem e da realidade que o cerca não anula, dimiui ou descaracteriza a arte teatral. Ao contrário, enriquece-a.
O teatro mostra uma fatia da realidade ou do sonho. As vezes ácido, ás vezes doce. Faz pensar, rir e chorar. Reflete, recria, revive o exercício da Vida.
Assim espaço-ator-autor-espectador formam a quimica perfeita para um ritual ou cerimônia mágica capaz de nos levar á fantasia ou a realidade. Ator e espectador tornam-se cúmplices na busca da ilusão ou do conhecimento crítico da realidade - na busca de um olhar mais consciente e sensível que protege um novo homem. transformador, capaz de construir um mundo melhor.
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